quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

THQ Declara Falência

Mas calma... A maioria dos jogos que tanto esperamos não foram cancelados e continuam em produção, se bem que agora em mãos alheias.

Hoje estou aqui não só para vos trazer esta notícia mas também para vos informar de onde param os direitos das principais franchises da THQ.

Para começar temos a Volition, criadora de Saint´s Row, e a licença da série Metro, que foram adquiridas pela Koch Media. Este nome pode não ser conhecido por muitos mas esta empresa sediada na Alemanha é a que está por detrás da produtora Deep Silver (Dead Island ou Risen). 

Temos também a Relic Entertainment, que nos trouxe o fantástico Company of Heroes, cuja sequela está agendada para este ano, que foi vendida à Sega, o que são boas notícias!

A THQ Montereal foi para as mãos da Ubisoft, tal como a licença de South Park, cujo jogo "Stick of Truth" chega às lojas em Março deste ano.

Os direitos de Homefront caíram nas mãos da alemã Critek, que por acaso já se dizia estar a trabalhar na sua sequela.

Por fim, Evolve, um jogo em produção na Turtle Rock Studios, foi adquirido pela Take-Two Interactive.

Em baixo podem ver os preços pela qual cada propriedade foi adquirida.

Volition, Inc - Koch Media - 22, 312, 925 milhões de dólares.

Relic Entertainment - Sega - 26,6 milhões de dólares.

Metro - Koch Media - 5, 877, 551 milhões de dólares.

South Park - Ubisoft - 3, 265, 306 milhões de dólares.

THQ Montereal - Ubisoft - 2.5 milhões de dólares.

Homefront - Crytek - 544, 218 mil dólares.

Evolve - Take-Two Interactive - 250 mil dólares.

Mas nem tudo são boas notícias, a aclamada Vigil Games, responsável por Darksiders e a sua sequela não recebeu proposta de compra o que deixa a produtora em maus lençóis... O mesmo se passa com a série WWE que de momento não tem quem lhe pegue.
Fica o desejo que estas franchises encontrem uma casa e que os seus trabalhadores não fiquem sem trabalho...
A título de curiosidade aqui fica o significado de THQ, que muito não sabem mesmo após muitos anos de contacto com esta editora: Toy Headquarters. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

The Cave

Ohhh Double fine, como as outras companhias deviam olhar para o que fazes ... Em vez de continuarem a fazer sequelas e jogos genéricos, deviam era de inovar e criar experiências únicas e de qualidade... Como tu... Mas o mundo não é perfeito...

Tenho um enorme respeito por esta companhia Norte-Americana chefiada por Tim Schafer, que nos trouxe jogos únicos e de grande qualidade como Brutal Legend, Stacking, Costume Quest e Psychonauts. 

Este fim de semana tive o prazer de jogar o seu último jogo, The Cave. Escusado será dizer que o adorei e só o larguei depois de completo!

Nesta aventura temos à escolha 7 protagonistas, muito diferentes entre si mas cada uma um estereotipo, desde a aventureira ao estilo de Indiana Jones, ao tradicional cavaleiro medieval e até mesmo um típico monge. 

Mas o jogo não vive das suas personagens mas sim de um conjunto de factores. Desde a banda sonora que encaixa perfeitamente com o tema de exploração e mistério, passando por puzzles bem elaborados e um humor sombrio que contrasta perfeitamente com o estilo "adorável" dos protagonistas. Estes entram na gruta para encararem os seus erros passados e tentar superá-los ou falhar redondamente e assim repeti-los. 

Sendo este um jogo da Double Fine, podemos esperar bom humor (a própria gruta serve como narrador, sim a gruta fala) e um grafismo requintado, não de topo mas com um estilo artístico de qualidade. As personagens são de um estilo cartoon bem desenhado e a própria gruta (de uma dimensão inimaginável) está carregada de pormenores deliciosos e pequenos detalhes, alguns que só poderão ver depois de completarem o jogo pelo menos uma vez.

A jogabilidade é simples, numa perspectiva 2D ao estilo de jogos como Trine ou Braid onde os puzzles imperam e não há inimigos a derrotar. Cada um dos protagonistas tem uma área dedicada a si onde vai descobrir mais sobre o seu passado, sendo estas partes temáticas, o cavaleiro terá um castelo e monge um templo, por exemplo.

Visto que só podem levar 3 personagens em cada expedição pela gruta, para ver todas as localizações terão de jogar mais do que uma vez. Pessoalmente completei o jogo 1 vez e meia, visto que tenho muitos jogos para terminar, mas os segredos escondidos na gruta são convidativos e todos a deveríamos explorar pelo menos duas vezes. Vão completar o jogo em cerca de 4 horas o que é pouco, de facto, mas se quiserem ver tudo que o jogo tem para oferecer levarão cerca de 10 horas.

O preço é de 14,99 € na plataforma Steam, estando também disponível na PS3, XBox 360 e WiiU.

Em vez de dar um resultado numérico aos jogos aqui no blog, direi apenas se recomendo que o comprem ou não, pois penso que esta é uma forma mais simples de dar valor a um jogo valorizando ao mesmo tempo o conteúdo do artigo.

Posso por isso dizer que RECOMENDO o jogo The Cave a todos os amantes de videojogos, pois mesmo que não gostem de puzzles, os deste jogo são acessíveis e lógicos e sendo esta experiência curta, não se irão fartar. Dado que o preço é bastante acessível, este é um título que ficará bem na colecção de qualquer jogador.

O Ano começa bem...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fevereiro, Um Mês Recheado

É normal que saiam jogos por esta altura, uns planeados, outros que haviam sido adiados. Mas por norma temos sempre um ou outro lançamento de grande qualidade nos primeiros meses do ano.

No próximo mês de Fevereiro, teremos não um, não dois, mas cinco grandes lançamentos. Com certeza que algum deles vos agradará. Temos:

- Dead Space 3 (Pc/Xbox360/Ps3) dia 5.
- Sly Cooper: Thieves in Time (Ps3/PsVita) dia 5.
- Aliens: Colonian Marines (Pc/Xbox360/Ps3/WiiU) dia 12.
- Crysis 3 ( Pc/Xbox360/Ps3) dia 19.
- Metal Gear Rising: Revengence (Xbox360/Ps3) dia 19.
- Might & Magic Heroes VI: Shades of Darkness (Pc) dia 28.

Desde o género de survival horror, passando por aventura, hack and slash e acabando em acção pura e dura, vai ser um mês recheado de grandes títulos que vai com certeza agradar a todos um pouco.

De salientar ainda alguns jogos (de nomes não tão sonantes) como:

- Fist of the North Star: Ken's Rage 2 (Xbox360/Ps3) dia 5.
- Brain Age: Concentration Training (3Ds) dia 10.
- Dynasty Warriors 7: Empires (Playstatioin Network) dia 26.

Vai ser um dos melhores meses do inicio deste ano e Março nao lhe vai ficar atrás! Mas isso é para outra altura...

Joguem Muito!

sábado, 12 de janeiro de 2013

CyberPunk 2077 Anunciando

A produtora CD Project Red, criadora de Witcher e Witcher 2: Assassins of Kings anunciou recentemente o seu novo projecto, CyberPunk 2077.

Pouco ainda se sabe deste jogo, que conta apenas com um teaser (que podem ver abaixo).

A personagem femenina, cujo nome ainda não foi revelado, poderá vir a tornar-se o novo membro da Psycho Squad, uma equipa dentro da polícia especializada em resolver casos em que os agressores são pessoas que, por terem demasiados implantes cibernéticos o seu corpo começa a rejeitar as suas partes biológicas e tudo que não for mecânico, fazendo as pessoas cometer actos violentos sem motivo aparente. Se esta equipa é formada de pessoas com ou sem partes mecânicas permanece um mistério mas o facto de ser deixada no ar a frase: "O teaser mostra como a Psycho Squad pode vir a arranjar um novo membro", deixa a dúvida se a mulher vista poderá vir a pertencer à equipa e/ou talvez até ser a personagem que controlaremos.

Esta premissa parece-me deveras intrigante e os gráficos, que apesar de gerados a computador (CG), estão muito bem desenhados e dão um estilo muito particular a este jogo.

Não nos podemos esquecer que tal como nos dois títulos anteriores desta empresa, este jogo é um RPG, onde evoluem a vossa personagem e fazem escolhas difíceis que afectam o mundo à vossa volta (ao estilo de Mass Effect). 

Não sei quanto a vocês, mas para mim o anuncio de uma nova IP é sempre motivo de festejo, especialmente se for por parte de uma grande empresa como a CD Project Red.


Fallout 4 vai decorrer em Boston?

Circulam rumores na Internet que o próximo jogo na série Fallout já está a ser produzido.

Sendo uma sequela directa de Fallout 3, desta vez a aventura vai decorrer em Boston e o estilo gráfico estará mais direccionado para o Cyberpunk e o Retrofuturismo opondo-se assim ao estilo desértico e desolado dos títulos passados.

Uma das fontes acrescenta ainda que algumas facções presentes em Fallout 3 estão de volta e que a Bethesda pretende criar mais variedade de inimigos a pedido dos fãs, que criticaram o anterior jogo pela repetição em demasia de Super mutantes e da  Brotherhood of Steel.

A empresa americana afirma também que não pretende que o jogo se pareça demasiado com Skyrim, logo não pretendem reinventar o sistema de subida de nível, ao contrário do que fizeram com  The Elder Scrolls IV: Oblivion e Fallout 3, onde tentaram criar um sistema para o segundo que se assemelha-se ao do primeiro, ouvindo assim criticas pelas parecenças entre ambos os títulos.

Agora cabe a vocês acreditarem, ou não, nestes rumores. Eu ficaria contentíssimo se estes se viessem a confirmar visto que sou um grande fã da série.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

VGA 2012 Os Vencedores! Melhor Jogo PC

Sendo a base de toda a arquitectura das consolas, os computadores pessoais não podiam ficar de fora dos Video Game Awards. 

Este foi o jogo que recebeu o prémio de melhor jogo para PC : XCOM: Enemy Unknown (2K Games/Firaxis Games)

Poucos devem ser aqueles que se lembram do original XCOM: UFO Defense, também conhecido como UFO: Enemy Unknown. Um jogo de estratégia lançado em 1994, jogado numa perspectiva isométrica onde o objectivo era derrotar uma invasão extraterrestre. Simples e viciante, com um sistema de combate baseado em estratégia por turnos.

Ambas estas características estão bem enraizadas em XCOM: Enemy Unknown. Fácil de aprender mas difícil de compreender todas as suas vertentes, este é um jogo que nos obriga a pensar cada movimento dos nossos soldados. Continua-se a jogar por turnos e mesmo sendo a perspectiva isométrica o que verão na maior parte do tempo, o jogo muda para a terceira pessoa quando desenrolam uma acção, dando um estilo mais cinemático ao jogo.

A premissa aqui é derrotar a invasão alienígena recorrendo a uma equipa de soldados, que subirão de nível consoante as missões em que participam, desbloqueando mais e melhores habilidades e tornando-se mais eficientes em combate.

Este jogo conta com muitas mais particularidades como a gestão da vossa própria base e construção de melhoramentos, sendo por vezes descrito como o xadrez dos videojogos, onde cada movimento tem que ser pensado tendo em conta todas as consequências possíveis para evitar desastres. Descuidem-se e podem ver os vossos soldados, completamente personalizados por vocês (incluindo o nome) a caírem por terra, mortos ou gravemente feridos.

XCOM foi um jogo que me surpreendeu pela positiva, merecendo este prémio sem quaisquer dúvidas. Um jogo destinado a jogadores de computador, que também foi disponibilizado nas consolas onde também brilhou. Bom trabalho Firaxis Games.