É a vez da Sony brilhar com a atribuição do prémio de melhor jogo da PS3.
E o vencedor é: Journey (SonyComputerEntertainment/ThatGameCompany)
Mais uma vez, o vencedor é um exclusivo! Para além disso é um jogo Indie de distribuição digital, o que me deixa contentíssimo, pois estes jogos merecem mais atenção por parte de todos os jogadores.
Journey é único, uma viagem bela e suavemente libertadora, onde controlam uma personagem na sua travessia por um deserto com o simples objectivo de atingir o cume de uma montanha que se encontra bem longe.
Durante a aventura poderão encontrar outros jogadores através do sempre presente modo online, onde outros jogadores podem entrar no vosso jogo, não para competirem convosco mas sim para partilharem desta curta, mas agradável viagem.
Sim, curta... O jogo pode ser completado num par de horas, mas para verem tudo que tem para oferecer terão de o completar 2 ou 3 vezes. É de facto pouco, mas o preço reduzido de 12.99€ acaba por ajudar na compra.
A banda sonora, que pode ser adquirida em separado, é também algo do outro mundo, tendo sido a primeira banda sonora de um videojogo nomeada para um Grammy!
As pequenas coisas fazem deste jogo algo de sobrenatural, com um charme simplesmente irresistível que vos vai prender ao sofá durante várias "viagens".
Tenho de acrescentar que este jogo não é para todos, sendo indicado para aqueles com uma inclinação artística e também para quem pretenda uma experiência singular e envolvente.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
VGA 2012 Os Vencedores! Melhor Jogo XBOX 360
Continuando no tema dos vencedores de 2012, temos o melhor jogo da XBOX 360.
Este prémio foi atribuído ao jogo: Halo 4 (Microsoft Studios/343 Industries)
Era claro que este seria o título vencedor desta categoria, não só pela sua qualidade mas também porque não foram muitos os jogos que saíram em exclusivo para a consola da Microsoft. Para ganhar este prémio não é necessário que o título seja exclusivo, mas pessoalmente penso que é sempre positivo quando um ganha o prémio de melhor jogo da respectiva plataforma.
Master Chief e Cortana protagonizam esta aventura e enfrentam uma nova ameaça à galáxia, os Prometheans. Esta é uma história mais pessoal para ambos e percorre um caminho mais maturo o que abona claramente em seu favor.
Juntem isto aos modos multijogador fantásticos já conhecidos da série, mais uma pitada de um modo cooperativo com muito potencial e têm nas vossas mãos uma receita deliciosa de horas e horas de puro vício!
Ainda não tive oportunidade de experimentar este jogo, mas pelo que sei é de grande qualidade e feito por uma equipa nova. A sua antiga proprietária (Bungie) está a trabalhar em títulos fora desta franchise, ficando a 343 Industries responsável por criar futuras iterações no universo de Halo.
Fica então o desejo de que a franchise continue a evoluir e amadurecer para assim apelar a um público cada vez mais adulto.
Este prémio foi atribuído ao jogo: Halo 4 (Microsoft Studios/343 Industries)
Era claro que este seria o título vencedor desta categoria, não só pela sua qualidade mas também porque não foram muitos os jogos que saíram em exclusivo para a consola da Microsoft. Para ganhar este prémio não é necessário que o título seja exclusivo, mas pessoalmente penso que é sempre positivo quando um ganha o prémio de melhor jogo da respectiva plataforma.
Master Chief e Cortana protagonizam esta aventura e enfrentam uma nova ameaça à galáxia, os Prometheans. Esta é uma história mais pessoal para ambos e percorre um caminho mais maturo o que abona claramente em seu favor.
Juntem isto aos modos multijogador fantásticos já conhecidos da série, mais uma pitada de um modo cooperativo com muito potencial e têm nas vossas mãos uma receita deliciosa de horas e horas de puro vício!
Ainda não tive oportunidade de experimentar este jogo, mas pelo que sei é de grande qualidade e feito por uma equipa nova. A sua antiga proprietária (Bungie) está a trabalhar em títulos fora desta franchise, ficando a 343 Industries responsável por criar futuras iterações no universo de Halo.
Fica então o desejo de que a franchise continue a evoluir e amadurecer para assim apelar a um público cada vez mais adulto.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
VGA 2012 Os Vencedores! Melhor Jogo do Ano
No início deste mês ocorreu a anual gala denominada "Video Game Awards". Para aqueles que não sabem do que falo, pensem desta forma : Os VGA estão para os videojogos assim como os Óscars estão para o cinema .
O primeiro prémio para Melhor Jogo do Ano foi para: The Walking Dead: The Game (Telltale Games)
Este prémio surpreendeu muita gente por diversos motivos, sendo um dos principais o facto de ser um jogo distribuido digitalmente, ou seja, não o podem adquirir numa loja em formato físico mas apenas por download. Outro dos motivos foi o facto de os jogos com os quais disputava o prémio serem de uma qualidade extrema e de altíssimos valores de produção. Jogos como Assassins Creed III e Mass Effect 3 perderam na corrida contra este jogo, que conta com uma longevidade curta e simples baseada em diálogos e cliques do rato.
Pessoalmente, fiquei bastante satisfeito com a atribuição deste prémio, pois uma empresa como a Telltale Games merece tal distinção por nos entregar um jogo que apesar de simples, nos delicia com personagens memoráveis e escolhas onde o bem e o mal não são explícitos. Tudo isto aliado ao facto de o jogo ser dividido em 5 capítulos, com as consequências das escolhas tomadas a acompanharem-nos do início ao fim da aventura, tornam este jogo a melhor experiência interactiva para mim deste ano.
Não nos podemos esquecer que o jogo é vendido a um preço bastante reduzido de 5 euros por capítulo, tornando-o numa opção para um maior número de jogadores. Este prémio vem demonstrar a toda a indústria que um jogo para ser espectacular não precisa de explosões, armas e mortes por toda a parte para ser bem sucedido, sim eu sei que é um jogo de zombies logo morte há muita, mas penso ter-me feito compreender.
Aqui têm a prova de que esta indústria está a amadurecer e não tem medo de tocar em temas duros, sérios e importantes sem nunca perder o seu brilho tão próprio.
O primeiro prémio para Melhor Jogo do Ano foi para: The Walking Dead: The Game (Telltale Games)
Este prémio surpreendeu muita gente por diversos motivos, sendo um dos principais o facto de ser um jogo distribuido digitalmente, ou seja, não o podem adquirir numa loja em formato físico mas apenas por download. Outro dos motivos foi o facto de os jogos com os quais disputava o prémio serem de uma qualidade extrema e de altíssimos valores de produção. Jogos como Assassins Creed III e Mass Effect 3 perderam na corrida contra este jogo, que conta com uma longevidade curta e simples baseada em diálogos e cliques do rato.
Pessoalmente, fiquei bastante satisfeito com a atribuição deste prémio, pois uma empresa como a Telltale Games merece tal distinção por nos entregar um jogo que apesar de simples, nos delicia com personagens memoráveis e escolhas onde o bem e o mal não são explícitos. Tudo isto aliado ao facto de o jogo ser dividido em 5 capítulos, com as consequências das escolhas tomadas a acompanharem-nos do início ao fim da aventura, tornam este jogo a melhor experiência interactiva para mim deste ano.
Não nos podemos esquecer que o jogo é vendido a um preço bastante reduzido de 5 euros por capítulo, tornando-o numa opção para um maior número de jogadores. Este prémio vem demonstrar a toda a indústria que um jogo para ser espectacular não precisa de explosões, armas e mortes por toda a parte para ser bem sucedido, sim eu sei que é um jogo de zombies logo morte há muita, mas penso ter-me feito compreender.
Aqui têm a prova de que esta indústria está a amadurecer e não tem medo de tocar em temas duros, sérios e importantes sem nunca perder o seu brilho tão próprio.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Street Fighter Versus Mega Man
Mega Man. Uma das mais reconhecidas mascotes da Capcom e da própria da indústria dos videojogos.
Os seus fão não têm andado muito satisfeitos após haver vários cancelamentos de jogos do célebre "blue Bomber".
Mas, venho aqui hoje para vos dar a conhecer um projecto feito por fãs que pela sua grande qualidade chamou a atenção da própria Capcom, Street Fighter Versus Mega Man.
A jogabilidade é típica dos jogos Mega Man da velha guarda, em toda a glória dos de 8bits. Os conhecidos Bosses de final de etapas são algumas das mais conhecidas personagens do universo Street Fighter, sendo Chun Li e Ryu dois bons exemplos do que vos espera.
O jogo está agora disponível no site oficial da Capcom cujo link podem encontrar mais abaixo. O melhor de tudo é que o jogo é completamente grátis!
Se são fãs da personagem e/ou se sentem nostálgicos, experimentem este título e desfrutem desta nova aventura.
http://www.capcom-unity.com/
Os seus fão não têm andado muito satisfeitos após haver vários cancelamentos de jogos do célebre "blue Bomber".
Mas, venho aqui hoje para vos dar a conhecer um projecto feito por fãs que pela sua grande qualidade chamou a atenção da própria Capcom, Street Fighter Versus Mega Man.
A jogabilidade é típica dos jogos Mega Man da velha guarda, em toda a glória dos de 8bits. Os conhecidos Bosses de final de etapas são algumas das mais conhecidas personagens do universo Street Fighter, sendo Chun Li e Ryu dois bons exemplos do que vos espera.
O jogo está agora disponível no site oficial da Capcom cujo link podem encontrar mais abaixo. O melhor de tudo é que o jogo é completamente grátis!
Se são fãs da personagem e/ou se sentem nostálgicos, experimentem este título e desfrutem desta nova aventura.
http://www.capcom-unity.com/
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O Novo Mass Effect
À poucos dias atrás, a produtora canadiana Bioware lançou uma pergunta a todos os seus fãs, se estes querem que o próximo jogo da aclamada série seja uma prequela ou uma sequela.
Em primeiro lugar gostaria de mencionar que acho de louvar
que uma produtora tenha este tipo de abertura com os seus fãs. Pode parecer um
gesto lógico pois ao saber o que queremos garantem mais vendas, mas na prática
poucos fazem isto.
A produtora marcou mais uns pontos com o público no passado
Junho, quando lançou um final melhorado para o seu jogo Mass Effect 3, cuja
conclusão havia sido muito criticada por ser fraca e vaga.
Pessoalmente, gostaria de ver uma sequela se o jogo for
lançado nas plataformas de nova geração, pois tenho muito interesse em saber
como ficou a galáxia após os acontecimentos da trilogia. Se o jogo for lançado ainda nesta geração, compreenderia que fosse uma prequela, mas visto que ainda vão demorar alguns anos até o
jogo ver a luz do dia, não me parece que este seja o caso.
A Bioware continua a surpreender-me pela positiva pela forma
como trata os seus fãs, sendo um exemplo de como interagir com a comunidade
para qualquer companhia.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Nintendo WiiU
A nova
consola, Nintendo WiiU será lançada dia 30 deste mês, acompanhada de diversos
lançamentos para todos os gostos e faixas etárias.
Desde
exclusivos como Super Mario WiiU e ZombieU, até jogos já disponíveis em outras
plataformas como Call of Duty: Black Ops 2 e Fifa 13, a Nintendo promete
agradar a todos, sejam eles jogadores casuais ou hardcore.
A consola irá
ser vendida em vários pacotes, custando o modelo base de 8GB 299.99€, subindo o preço para 349.99€
no modelo de 32GB, que também traz o jogo Nintendo Land. Será também
disponibilizado o segundo modelo de 32GB com o jogo ZombieU passando o
total para 389.99€.
Para
finalizar o tema dos preços, prevê-se também que o preço base dos jogos rondará
os 59.99€, que está perto do preço da maioria dos jogos desta geração de
consolas.
Mas como o
preço não é tudo, gostaria também de falar um pouco da consola em si. A
novidade desta nova consola vinda da terra do Sol Nascente é o seu peculiar
controlador. Desta vez não vão ter de abanar os braços freneticamente nos vossos
jogos pois o controlador é semelhante a uma tablet, com um ecrã de toque, que
infelizmente não suporta a tecnologia Multi-touch (porquê Nintendo?) mas que
pelo que se sabe, funciona na perfeição e com um tempo de resposta
fenomenal.
“Mas se temos
a consola ligada ao LCD da sala, porque haveríamos de querer um comando com
ecrã?” podem vocês perguntar. A ideia pode ser inovadora para uma “consola de
sala”, mas a verdade é que a própria Nintendo já nos faz jogar jogos desta forma
desde que lançou a original Nintendo Ds. O facto de termos 2 ecrãs sempre
disponíveis é algo que pode fazer a diferença. Querem um exemplo? Pensem em
algum jogo com um mapa, Silent Hill por exemplo (uma das minhas franchises
favoritas), em vez de terem que pausar a acção sempre que precisarem de
consultar o mapa, basta olhar para baixo onde o mapa está no vosso controlador, continuando a acção a desenrolar-se na vossa
televisão.
Também terão
a opção de continuar a jogar os vossos jogos no controlador se alguém quiser utilizar
a televisão, o que se revela muito útil, porém o limite de distância a que têm
de se encontrar da televisão para o controlador funcionar é curto. Este varia de
casa para casa, dependendo da estrutura da casa e da própria grossura das paredes,
mas dificilmente conseguirão levar o comando para o quarto para continuar a
sessão de jogo. Não me parece que possam salvar a princesa Peach enquanto estão
relaxados na vossa banheira infelizmente…
A bateria do
controlador demora 2 horas e meia a carregar e tem uma duração de 3 a 5 horas,
o que não é muito.
Questionável
é o facto de só ser possível utilizar um comando dos novos de cada vez (está
prometido o suporte para 2 destes no futuro mas não no lançamento), sendo que
se quiserem jogar com um amigo ou mais terão que utilizar os controladores da Nintendo
Wii. Claro que para aqueles que não adquiriram a Wii isto será uma despesa
adicional e visto que para alguns dos jogos também terão de possuir o Wii Motion
Plus, um acessório que melhora as capacidades do comando original da Wii, a
brincadeira não fica barata.
Poderão, jogar os jogos da vossa Wii na nova consola, se bem que para já a
interface é algo lenta e não muito intuitiva, no entanto, já foi prometida uma melhoria do
serviço através de futuros updates, que deverão resolver as questões mais
importantes.
Pessoalmente,
penso que esta consola não terá o sucesso da sua irmã mais velha por várias
razões. Uma delas é que a primeira Wii cativou o mercado dos jogadores casuais,
sendo este um mercado não muito explorado na altura em que a consola saiu.
Hoje, o mercado casual foi completamente absorvido pelos smartphones e pelas
tablets. Quem quer jogar exporadicamente preferirá com certeza comprar pequenos
jogos de 1 euro em vez de comprar uma consola que não é assim tão barata.
Mas
esta nem é a principal razão, o que nos cativou tanto em 2006 foi a inovadora
maneira de jogar que nos foi apresentada, utilizando o Numchuck e o Wii Remote.
Estes controladores obrigavam-nos a jogar apontando para o ecrã e até nos
ajudaram a perder uns quilos com ofertas como WiiSports. Aventuras como Legend of
Zelda obrigavam-nos a jogar quase sempre de pé, balançando o comando como uma espada.
Foi esta nova e diferente maneira de interagir com os videojogos que atraiu miúdos e graúdos
e foi uma idea genial da gigante nipónica.
Podem não ter
passado muitos anos desde o seu lançamento, mas a verdade é que os videojogos evoluíram
muito desde então e a Wii tem vindo a decair já à alguns anos. Com o anúncio
eminente de novas consolas por parte da Microsoft e da Sony, este lançamento
não parece muito bem planeado. A Nintendo chegou agora à geração de alta
definição, mas se os seus rivais conseguirem dar um grande passo em frente, a
WiiU corre o risco de daqui a uns anos ser considerada uma “consola de geração passada”, o mesmo que aconteceu à Wii original.
Se esta nova
proposta da Nintendo será um sucesso só o tempo dirá. A Wii foi a consola mais
vendida da actual geração, mantendo-se durante anos à frente dos seus
adversários.
Se há uma companhia capaz de nos surpreender é a Nintendo e por isso
estou muito curioso para ver se a sua nova proposta será ou não um sucesso comercial.
Vítor Vieira
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Project Zomboid
Zombies...
Existirá uma temática mais explorada que esta?
O mercado está repleto de jogos onde o objectivo é escapar ou aniquilar o maior número destes canibais, ou serão carnívoros? Um pormenor irrelevante...
O mercado está repleto de jogos onde o objectivo é escapar ou aniquilar o maior número destes canibais, ou serão carnívoros? Um pormenor irrelevante...
Verdade
seja dita, poucos são os jogos que se mantém fiéis aos mortos-vivos idealizados
por George A. Romero e John A. Russo, lentos mas perturbadoramente parecidos
com “humanos comuns”.
Hoje em dia existem
os infectados de Left For Dead, as várias variantes de Resident Evil que todos
aceitamos como zombies mas que na verdade não passam de aberrações mutantes.
Aliás,
um jogo de zombies realista é coisa de que não me lembro de jogar. Imaginemos
que somos nós que estamos presos na nossa pequena cidade, rodeados de
“comedores de carne”, sem saber o que fazer ou para onde ir. Será que
ficaríamos em casa a tentar sobreviver ou sairíamos para a rua armados até aos
dentes a disparar sobre tudo que se mexe?
Obviamente
que não somos nenhuns super-heróis, logo ficaríamos pela primeira hipótese. É isto que nos propõe a produtora independente “ The Indie Stone”, com o seu jogo mais
recente, “Project Zomboid ”. Um jogo em perspectiva isométrica e
com gráficos estilizados bastante detalhados em “Píxel Art” , onde o nosso objectivo é apenas
sobreviver, sabendo desde o vídeo introdutório que vamos morrer de qualquer
forma. Estranho? Com certeza! Mas isto não prejudica em nada o jogo, aliás até
abona em seu favor.
Visto que a morte da
vossa personagem é permanente, terão de ter muito cuidado nas vossas
deambulações pelo cenário, a não ser que queiram ser mordidos e infectados, o
que claro resulta numa morte certa.
Neste jogo podem
tentar proteger as vossas casas criando um pequeno forte à sua volta, selando
portas e janelas ou andar pelo mundo de jogo deambulando de casa em casa,
pilhando tudo que conseguirem, desde aspirinas até comprimidos para a depressão
(sim se estiverem muito tempo sozinhos podem começar a sofrer de aborrecimento
ou até de depressão).
Existem NPC no jogo,
outros sobreviventes. Estes podem querer juntar-se a nós, seguindo-nos, ou
então ser hostis e roubar as provisões que tão solenemente guardamos em casa ou
até mesmo matando-nos para ficarem com os nossos pertences. De salientar a
possibilidade de serem mordidos sem vocês saberem e depois tornarem-se
mortos-vivos e tentarem matar-vos.
Estando o jogo numa
fase de produção Alfa, à ainda muito a trabalhar, estando agendados para o
futuro modos multijogador, muitas adições ao modo sandbox (jogar sem
objectivos), e também campanhas adicionais para desfrutar no modo de um
jogador, estando nesta fase da produção apenas uma campanha disponível. Existem
já vários mods que podem usar para alterar certos aspectos do jogo, ou até em
certos casos, acrescentar algo mais à vossa experiência.
A fervorosa comunidade
que suporta este título é sinal do elevado grau de ambição desta companhia
fortalecendo a ideia de que, a longo prazo, “Project Zomboid” atingirá o tão cobiçado topo da lista de
melhores jogos Indie de muitos jogadores.
Por fim gostaria de
mencionar a componente sonora, que faz um trabalho brilhantíssimo em nos
transportar para o ambiente desolado e deprimente proporcionado por este
título.
Para mais
informações, dirijam-se a http://projectzomboid.com/blog/ e
mantenham-se atentos ao blog para futuras informações sobre este jogo
Indie que quer fazer pelo género de sobrevivência, o que Minecraft fez pelo
modo sandbox.
Vítor Vieira
Mass Effect 2 Teste
3
Anos após nos arrebatar com Mass Effect,
um jogo onde assumimos o papel do Comandante Shepard numa feroz batalha contra uma raça
sintética conhecida como “Geth”, a Bioware lança
a sequela ao seu aclamado título de ficção científica. Mas será esta uma aventura
superior à original, ou o primeiro prego no caixão de uma franchise tão amada
pelos seus fãs?
Felizmente, Mass
Effect 2 é tudo o que o original foi e
muito mais. A empresa canadiana não nos decepcionou, e fez deste jogo uma
referência no seu género.
Mass Effect é um
título de acção na terceira pessoa com uma temática espacial, com ligeiros
elementos de RPG à mistura, sendo de enfatizar os diálogos e escolhas morais ao
bom estilo de Kotor ou do mais recente Dragon Age 2, ambos jogos da mesma
produtora. A nossa personagem, podendo ela ser do sexo masculino ou feminino, salvou
a galáxia do eminente perigo dos Geth, que foram criados pelos Quarians e
controlados pelos Reapers, que se revelam como os verdadeiros antagonistas
desta série.
Complicado? Pode
parecer que sim mas na verdade esta história segue um caminho bastante
familiar, que apesar de ser bem construído, não foge ao estereótipo do marine espacial
que descobre e enfrenta a maior ameaça alguma vez vista e parte assim para a
salvação de toda a galáxia. Parece cliché? Sem dúvida que o é, mas o que torna
esta aventura tão especial é a forma como nos é apresentada; é neste ponto que a
produtora brilha e nos demonstra que está entre as melhores quando nos queremos
submergir numa narrativa extensa, complexa e bem elaborada.
A história começa
pouco tempo após os acontecimentos do primeiro jogo, estando Shepard e a sua
tripulação à caça dos Geth, numa tentativa do Conselho (o governo galáctico) de esconder ao público que
a verdadeira ameaça são os Reapers, para não causar pânico. De salientar que os
membros do conselho variam, dependendo das escolhas feitas no original, tal
como varia a forma como as personagens vêem o nosso herói; tendo até uma dessas
personagens que sobreviver ao primeiro jogo para nos ajudar durante a sequela,
sendo esta substituída por uma outra no caso de não terem jogado o primeiro
jogo.
Subitamente, a nave
de Shepard é atacada pelos misteriosos Collectors, cujas verdadeiras intenções
são desconhecidas aos jogadores. A maior parte dos membros da tripulação
conseguem escapar mas Shepard é dos poucos que fica para trás, um capitão a
afundar com o seu navio.
A narrativa é
resumida 2 anos após este evento, com
Shepard a ser reconstruído pela Cerberus (qual Adam Jensen), quem jogou o
primeiro jogo dever-se-á de lembrar que são uma organização humanitária
extremista que não se importa de pisar certos riscos, se isso significar que a
humanidade ganha poder e influência na galáxia. Os seus motivos são também
desconhecidos e Shepard terá de cooperar com eles. Se ele trabalha para ou com
a Cerberus cabe ao jogador decidir. A narrativa é fixa, variando apenas em como
o jogador aborda as situações, sendo que a personalidade do “nosso” comandante
é enraizada nos já conhecidos diálogos de escolha múltipla e em novos quick
time events que ocorrem em situações pré definidas na narrativa, onde o jogador
poderá cometer acções de bondade (paragorn) ou de malvadez (renegade). De salientar
que Shepard será sempre um herói, seja ele amigável e heróico, ou alguém sem
escrúpulos e apenas preocupado em obter resultados, independentemente das
consequências dos seus actos.
Tal como no original,
neste jogo somos acompanhados por várias personagens, sendo possível que duas à
nossa escolha sejam levadas em cada missão. Velhas caras como Garrus Vakarian e
Tali'zorah estão de volta e outras novas surgem para nos ajudar, como Miranda
Lawson, uma sensual agente da Cerberus e Thane Krios, um Assassino da raça
Drell que se junta à nossa equipa que mais uma vez é constituída por um Tutti
frutti Galáctico, uma equipa All Stars,
se assim preferirem, das mais variadas raças presentes na galáxia. Prova disso
é Mordin Solus e Samara, um médico Salarian e uma Justicar Asari
respectivamente, fazendo assim com que tenhamos uma personagem de cada
principal espécie desta fictícia Via Láctea na nossa tripulação.
A nível de
jogabilidade, o que temos neste título não diferencia muito do que vimos no
primeiro capítulo da série ou em jogos como Gears of War ou Rainbow Six Vegas. Mas
existem diversas melhorias nesta sequela, principalmente no sistema de
cobertura agora mais intuitivo e eficaz, e na remodelação do exageradamente
complicado sistema de inventário presente no primeiro jogo, estando agora mais
simplificado, algo que abona definitivamente em seu favor. Os fãs mais
acérrimos do original poderão não ficar completamente satisfeitos com a
direcção mais orientada para a acção, mas quando nos é apresentada uma
jogabilidade tão aprimorada e tão bem construída, é difícil apontar o dedo à
produtora.
De fora ficaram as
missões a bordo do veículo todo o terreno Mako, tendo estas sido substituídas
por uma espécie de minijogo, onde o objectivo é recolher recursos de vários
planetas recorrendo a sondas, no âmbito de melhorar a nossa nave e as nossas
armas comprando upgrades. Uma outra ideia interessante aplicada neste jogo são
as missões de lealdade, cada personagem da vossa equipa terá uma e só
ajudando-os nessa missão (que também podem optar por não fazer) é que terão a completa
lealdade do vosso companheiro. Estas missões variam desde um ritual de
maturidade Krogan (que é composto por um teste de sobrevivência), à
investigação do desaparecimento de diversas pessoas no planeta Omega, o lugar
onde toda a escumalha da galáxia parece ir parar. Apesar de não serem
obrigatórias, estas missões são das melhores que já se viu na série e terão
também implicações na recta final do jogo, sendo por isso recomendado que as
façam.
No departamento
gráfico o jogo está bastante satisfatório, com planetas cheios de vida e com vistas
incríveis, personagens ricas em expressividade e animações acima da média.
Neste jogo são muitos os momentos que nos fazem admirar o trabalho e tempo despendidos
em dar vida aos locais que visitámos e na forma eficaz como estes nos são
apresentados, seja numa prisão nos confins do espaço ou num planeta grandioso a
fazer lembrar a Taris de KOTOR, ou Coruscant da saga de George Lucas; este é
sem dúvida, um dos jogos mais belos produzidos pelos canadianos da Bioware.
As melodias deste
jogo não se destacam tanto como as do primeiro, não deixando de ter qualidade
mas que não ficam na nossa memória enraizadas como algumas das faixas do jogo
anterior. Contem ainda com um elenco de luxo, de actores tão conhecidos como
Seth Green (Family Guy), Martin Sheen (Apocalypse Now)e Keith David (The Thing),
entre muitos outros...
Mass Effect 2 é tudo
que o original foi e muito mais, tendo refinado a sua jogabilidade e apresentando-nos
uma história grandiosa repleta de personagens credíveis e momentos de que não nos
esqueceremos com facilidade. Junte-se isto a uma componente sonora de qualidade,
uma longevidade para dar e vender e um plano de DLC que trará periodicamente mais
conteúdo, compensando assim a falta de modos multijogador, este é claramente um
dos melhores jogos do reportório da empresa que revolucionou o género de RPG e
um dos melhores títulos da sua geração, indicado principalmente àqueles que
procuram uma experiência a solo cinemática, envolvente e sobretudo, inteligente e com altos valores de produção.
História – 9.5
Design – 9.0
Jogabilidade – 9.5
Apresentação – 9.3
Som – 9.0
TOTAL – 9.3
Vítor Vieira
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